sexta-feira, 22 de abril de 2016

NOS BRAÇOS DO ROQUEIRO

Sair em turnê com quatro roqueiros parece um sonho...
Pelo menos é o que as pessoas me dizem. Para mim, esses quatro
roqueiros são a minha família. Cuidam de mim desde meus cinco anos de
idade, protegendo-me da minha mãe e de seus episódios de fúria quando
estava bêbada e drogada. Mesmo depois de famosos, continuaram cuidando
de mim. E quando meu monstro de mãe morreu, eles se tornaram meus
guardiões.
Há seis anos eu cuido dos quatro homens que são tudo para mim. Tomo
conta deles da mesma maneira que sempre cuidaram de mim. Resolvo tudo,
até as sujeiras dos bastidores da vida de um roqueiro. Nem sempre é
bonito. Às vezes, chega a ser quase repugnante, principalmente quando
tenho que me livrar das transas aleatórias. Ugh!
Realmente não me incomoda tomar conta deles. Quero dizer, não é como
se estive apaixonada por um deles. Isso seria loucura. Se apaixonar
por um roqueiro NÃO é inteligente.
Tudo bem, então não sou inteligente. Eu amo os meus garotos, e um deles, meio que tem meu coração em sua, grande e calejada, mão roqueira. Mas estou lidando bem com a situação. Por anos, fui capaz de
manter o meu pequeno segredo.
Mas, não agora. No entanto, preciso enfrentar o que quer que esteja
acontecendo comigo. Isso me assusta pra caramba. Eu odeio médicos, mas
de repente, estou mais preocupada em descobrir o que tem de errado
comigo, do que o que algum médico poderia me fazer.
Depois de receber o resultado dos meus exames, minha vida nunca mais
será a mesma novamente...

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